Exposição em São Paulo tem galeria dedicada a João Paulo II e exibe o compasso que Michelangelo usou em seu projeto para a Capela Sistina
Segundo país a receber a mostra Esplendores do Vaticano: Uma Jornada através da Fé e da Arte, o Brasil poderá ver, a partir desta sexta-feira na Oca, no Parque do Ibirapuera, uma reunião de 200 obras que refazem o percurso da Igreja Católica através de seus vinte séculos. Antes, só os Estados Unidos haviam visto a mostra que chega agora a São Paulo. E, mesmo assim, não exatamente a mesma exposição: parte dos objetos apresentados ao público americano em quatro eventos, realizados nos últimos anos, tiveram de voltar ao Vaticano, onde foram substituídos por outros, inéditos no resto do mundo. Uma das novidades é uma sala dedicada a João Paulo II, que, no poder entre 1978 e 2005, se tornou o terceiro papa de maior mandato. Ali, entre outras peças, estão o manto usado pelo papa e as poesias escritas por ele, além de um molde de sua mão, que poderá ser tocado pelo público. Outro destaque é um compasso do século XVI, que Michelangelo utilizou em seu projeto para a Capela Sistina.
Ao todo, a exposição é composta por onze galerias que apresentam obras como um relicário com fragmentos dos ossos de São Pedro e São Paulo. Os objetos requerem segurança reforçada, como transporte em caixas individuais e instruções quanto ao seu manuseio e montagem. Também por questões de conservação, todas as peças devem retornar para o Vaticano em no máximo um ano. Daí a mostra não fazer uma turnê pelo Brasil. É possível que, da Oca no Ibirapuera, em São Paulo, ela siga para outra cidade ainda não definida. Mas de lá volta para casa.
A perda de terreno da Igreja Católica no Brasil para os evangélicos pode explicar por que o país foi escolhido como segundo destino de Esplendores do Vaticano: Uma Jornada através da Fé e da Arte. Oficialmente, contudo, a explicação é outra. De acordo com o monsenhor Roberto Zagnoli, que foi diretor do Departamento de Etnologia dos Museus do Vaticano por quinze anos e hoje é curador da mostra, sua vinda está ligada à realização da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013. Foi também devido à Jornada que a exposição aportou pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1993, na cidade de Denver. Depois, voltaria três vezes à terra de Obama. Entre 1993 e 2013, no entanto, o evento voltado aos jovens fiéis passou por diversos países, como Filipinas, França, Itália, Canadá e Alemanha, que não receberam a exposição como bônus.
Ao todo, a exposição é composta por onze galerias que apresentam obras como um relicário com fragmentos dos ossos de São Pedro e São Paulo. Os objetos requerem segurança reforçada, como transporte em caixas individuais e instruções quanto ao seu manuseio e montagem. Também por questões de conservação, todas as peças devem retornar para o Vaticano em no máximo um ano. Daí a mostra não fazer uma turnê pelo Brasil. É possível que, da Oca no Ibirapuera, em São Paulo, ela siga para outra cidade ainda não definida. Mas de lá volta para casa.
A perda de terreno da Igreja Católica no Brasil para os evangélicos pode explicar por que o país foi escolhido como segundo destino de Esplendores do Vaticano: Uma Jornada através da Fé e da Arte. Oficialmente, contudo, a explicação é outra. De acordo com o monsenhor Roberto Zagnoli, que foi diretor do Departamento de Etnologia dos Museus do Vaticano por quinze anos e hoje é curador da mostra, sua vinda está ligada à realização da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013. Foi também devido à Jornada que a exposição aportou pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1993, na cidade de Denver. Depois, voltaria três vezes à terra de Obama. Entre 1993 e 2013, no entanto, o evento voltado aos jovens fiéis passou por diversos países, como Filipinas, França, Itália, Canadá e Alemanha, que não receberam a exposição como bônus.
Confira abaixo a entrevista com o monsenhor Roberto Zagnoli.
Que obras da mostra são representativas de momentos históricos da Igreja Católica e do mundo? Cada setor trata de um aspecto importante da história da Igreja, desde o túmulo de São Pedro até Bento XVI. Um exemplo é o próprio túmulo de Pedro, pois há um tijolo verdadeiro da construção. Outros objetos litúrgicos que pertenceram aos papas, como o manto que João Paulo II usou quando abriu a porta santa, no ano de 2000, vêm para a exposição. Também temos um molde da mão de João Paulo II, que ele pediu que ficasse no final da mostra para que as pessoas pudessem tocar, como se tocassem sua própria mão.
Por que o Brasil foi o segundo país escolhido para receber a exposição? O senhor acha que o país vive um momento propício para as artes plásticas? Estamos iniciando no Brasil a Jornada Mundial da Juventude, então, como premissa estamos com a exposição. E porque o arcebispo também solicitou. Não conheço o Brasil muito bem, então não poderia dizer. Essa é uma mostra sempre atual, porque conhecer o passado é sempre importante para viver o presente.
Quais são os artistas sacros mais importantes hoje? Não há mais tantos artistas sacros. É importante que o artista vivencie essa realidade religiosa e hoje não temos mais tantos artistas com esse perfil.
Isso significa que a arte religiosa está perdendo espaço no mundo atual? Não, porque a arte de conteúdo religioso continua sendo feita.
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